sábado, 10 de março de 2012
Passeava cabisbaixa sobre os trilhos do bondinho que passava por li n’outra década.
Vestia-se de cores pra tentar colorir o mundo cinza a sua volta.
Tombava, cambaleava, caia, mas não sorria;
Amargura era só o que se via.
E ia, ia, ia sem destino algum, ela ia.
Caminhava vazia de sacolas; Toda a compra, em sua cabeça ia.
E havia flores, amores, dores, gestos e até sabores.
Mas não havia anseio, desejo ou até mesmo um simples apego.
Mas, cabisbaixa ela ia.
Disposta a não mais sofrer, a torturar, matar, roubar;
Convalescente seguia.
Pra retirar a sacola da cabeça, colocar no lugar feito ideias...
Nem pra isso alguém servia.
De todo modo, cabisbaixa, triste, amargurada, sonolenta e infeliz
Ela seguia.
Rubian Calixto – de uma imagem que brotou palavras.
imagem disponível no blog de alguém especial. ( http://hewayvercosa.blogspot.com/ )
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A vida é feita de erros – pensou. Ao abrir os olhos, percebeu que a escuridão permeava o quarto de luminária azul com luz negra. Foi então que resolveu esfregar-los a fim de encontrar a claridade. Encontrou! Nos olhos, jamais na mente. Fazia um dia lindo lá fora, propício para um passeio de barco. Lembrou que não possuía um barco, tampouco tinha tempo para tal. Era um sábado de trabalho – como de costume. Aliás, como de ‘novo costume’. Um saco trabalhar aos sábados – falou enquanto escovava os dentes com a mão esquerda. Faço isso para treinar minha memória – enfatizou para si, lembrando que é destro. Abriu as cortinas da janela que já estava aberta e viu o mar. Queria ser um peixe – almejou. Peixes não possuem memória. Tudo para eles é novidade, tudo. Se eu estivesse dentro de um aquário – por exemplo, cada volta seria uma descoberta. Uma pedrinha aqui, um coral por ali e na próxima volta: tudo era novo – de novo. Imagina num oceano, talvez eu esquecesse quem eram meus predadores e desejasse ser amigo deles ou até mesmo algo mais.
Mas não, seria chato não ter memória, afinal, jamais me prenderia a lembranças. E elas são necessárias – achou.
Olhou para o relógio e sentiu-se atrasado.
Se eu fosse um pássaro, chegaria lá em segundos – profetizou. E teria a liberdade de migrar com desconhecidos, alçar vôo, seguir em bando para qualquer lugar do planeta, passaria horas voando, cansado e focado na ideia de chegar a algum lugar e chegando lá, poderia dizer que pertenço a outro bando, que sou uma espécie rara e que não há tantos pássaros como eu. Olhou para as nuvens e quis voar. E quando o elevador chegou ao 9º andar, sentiu-se preso. De que me valeriam asas se estou preso ao desejo de ser - também, um peixe?
Entrou no carro e não colocou música.
Trabalhou.
Ao voltar do trabalho, pensou: Eu bem que poderia ser uma árvore.
Interessante e intrigante a ideia de fixar raízes. Todavia, para isso, eu precisava adaptar-me ao solo. Em quais solos eu poderia fixar-me? - questionou.
Depois de todos os acontecimentos do dia do sábado, da manhã, da tarde, da noite e até da madrugada, foi dormir já no domingo, onde a claridade invadia não apenas o seu quarto, mas também sua mente.
Como confiar nos seus sentimentos quando eles simplesmente desaparecem? – dormiu pensando.
Rubian Calixto
Mas não, seria chato não ter memória, afinal, jamais me prenderia a lembranças. E elas são necessárias – achou.
Olhou para o relógio e sentiu-se atrasado.
Se eu fosse um pássaro, chegaria lá em segundos – profetizou. E teria a liberdade de migrar com desconhecidos, alçar vôo, seguir em bando para qualquer lugar do planeta, passaria horas voando, cansado e focado na ideia de chegar a algum lugar e chegando lá, poderia dizer que pertenço a outro bando, que sou uma espécie rara e que não há tantos pássaros como eu. Olhou para as nuvens e quis voar. E quando o elevador chegou ao 9º andar, sentiu-se preso. De que me valeriam asas se estou preso ao desejo de ser - também, um peixe?
Entrou no carro e não colocou música.
Trabalhou.
Ao voltar do trabalho, pensou: Eu bem que poderia ser uma árvore.
Interessante e intrigante a ideia de fixar raízes. Todavia, para isso, eu precisava adaptar-me ao solo. Em quais solos eu poderia fixar-me? - questionou.
Depois de todos os acontecimentos do dia do sábado, da manhã, da tarde, da noite e até da madrugada, foi dormir já no domingo, onde a claridade invadia não apenas o seu quarto, mas também sua mente.
Como confiar nos seus sentimentos quando eles simplesmente desaparecem? – dormiu pensando.
Rubian Calixto
domingo, 30 de outubro de 2011
S'oublier sans rien dire*
Chega uma hora que cansa. Eu deveria ter percebido isso, afinal, não há felicidade por trás do sorriso, pelo contrário, há farsa. É tudo farsa, desrespeito e chega a ser desumano. Me chamam de careta, pois, por mais incrível que pareça, valorizo princípios e não menosprezo ideais. Não importa como, no entanto, quero saber até onde se chega – se é que chega. Todavia, nesse meio, tudo isso parece ser esquecido. Onde se esconde o desejo de ser/fazer diferente? Ele existe? Talvez o calor do momento, o efeito que a música causa ou qualquer outro nome que dão a tesão, vontade e/ou qualquer outro substantivo que o defina tenha a resposta. Alguém que o valha, é o que falta. Sempre iguais; como pólos. Te abordam, cercam, rodeiam e sem rodeios dizem, partem pra cima, falam na tua boca e acham que o efeito do álcool te fará vulnerável – e até faz, a ponto de ir à casa de quem se conheceu a cerca de duas horas atrás. Dissimular: aprende-se nesse meio, como também, mentir, omitir, desmentir e mentir as omissões. É promiscuidade a soberba e isso é feio.
Não aparece alguém que te convide para tomar um café na calmaria de uma terça feira, nem para observar Antares no céu escuro do inverno, procurar boas notícias no jornal de domingo, adestrar um elefante – nem que esse seja feito de papel - ou quem sabe desbravar uma cachoeira, catar conchas na beira da praia e disputar uma partida de mímica – embora eu seja péssimo nisso. Ninguém te pergunta quais filmes te faz pensar e o livro que está sob tua cama atualmente. Mas, sim: “Teus pais sabem? Você pode levar pessoas pra casa? Quem é sua ‘diva pop’ ? Onde você comprou seu jeans? Vai àquela festa? ” A cor da sua cueca – por exemplo, é mais importante que sua vontade desesperadora de mudar o mundo, lamentável. Não sabem responder determinadas coisas e não buscam procurar algo com mais afinco, saber quem foi Cleópatra e que Zygmunt Freud é o mesmo “Froide” que tanto falam. E que – possivelmente, explique o porquê de tudo isso. Não sabem que a mesma energia nuclear que usam para fazer bombas é a mesma que ajuda no tratamento de cura ao câncer. Ninguém quer ver o filme que fala a cerca da Guerra Civil na Espanha, tampouco a obra de Machado de Assis que virou uma minissérie fantástica, sobretudo, vampiros são mais dignos de atenção. Eca! E a devoção a música ‘gringa’? Aiai, tanta coisa boa para se conhecer na cena independente do nosso país. Me falta paciência e em um deslize estou julgando o ser que me olha desejando outra coisa que não o papo que tento ter. E das experiências da vida, o que você carrega? “Sou jovem ainda, tenho muito por viver!” Me pergunto se ao longo de vinte anos uma criatura não é capaz de acarretar experiências e difundí-las ao que se vive no instante. Eu e meu desespero por viver. Dormir me cansa, prefiro mil vezes estar vivendo algo. Sentir-se vivo é o que mais sei fazer, eu acho.
Essa tarde de domingo ta vazia lá fora. Só tem eu e os momentos que quero viver, juntamente com as palavras de um grande amigo que diz que eu não vou encontrar o que procuro - pois exijo em demasia -, o celular sem seu número e o facebook aberto passando por um tal ‘álbum legal' . Não entendo o sentimento, embora o sentido das coisas se refaça a cada vez que escuto seu nome. Como ontem – por exemplo, que alguém chegou e me disse que eu ando muito feliz, apesar de você. Às vezes, a distância do que me faz feliz me corrói, todavia, prefiro consciência. Talvez seja o preço por carregar o meu maior defeito e minha maior qualidade – julgadas por mim mesmo – congruentemente. Acreditar! E acreditar que sou um poeta - como um dia me dissestes - me faz querer sair desse meio – definitivamente, e me opor a qualquer ação que me leve para dentro quando minha real intenção é estar às margens. Pulei fora – eu acho.
Rubian Calixto – ao som de Chanson Triste, Carla Bruni. Mais cabível, impossível.
*se esquecer, sem nada dizer.
Não aparece alguém que te convide para tomar um café na calmaria de uma terça feira, nem para observar Antares no céu escuro do inverno, procurar boas notícias no jornal de domingo, adestrar um elefante – nem que esse seja feito de papel - ou quem sabe desbravar uma cachoeira, catar conchas na beira da praia e disputar uma partida de mímica – embora eu seja péssimo nisso. Ninguém te pergunta quais filmes te faz pensar e o livro que está sob tua cama atualmente. Mas, sim: “Teus pais sabem? Você pode levar pessoas pra casa? Quem é sua ‘diva pop’ ? Onde você comprou seu jeans? Vai àquela festa? ” A cor da sua cueca – por exemplo, é mais importante que sua vontade desesperadora de mudar o mundo, lamentável. Não sabem responder determinadas coisas e não buscam procurar algo com mais afinco, saber quem foi Cleópatra e que Zygmunt Freud é o mesmo “Froide” que tanto falam. E que – possivelmente, explique o porquê de tudo isso. Não sabem que a mesma energia nuclear que usam para fazer bombas é a mesma que ajuda no tratamento de cura ao câncer. Ninguém quer ver o filme que fala a cerca da Guerra Civil na Espanha, tampouco a obra de Machado de Assis que virou uma minissérie fantástica, sobretudo, vampiros são mais dignos de atenção. Eca! E a devoção a música ‘gringa’? Aiai, tanta coisa boa para se conhecer na cena independente do nosso país. Me falta paciência e em um deslize estou julgando o ser que me olha desejando outra coisa que não o papo que tento ter. E das experiências da vida, o que você carrega? “Sou jovem ainda, tenho muito por viver!” Me pergunto se ao longo de vinte anos uma criatura não é capaz de acarretar experiências e difundí-las ao que se vive no instante. Eu e meu desespero por viver. Dormir me cansa, prefiro mil vezes estar vivendo algo. Sentir-se vivo é o que mais sei fazer, eu acho.
Essa tarde de domingo ta vazia lá fora. Só tem eu e os momentos que quero viver, juntamente com as palavras de um grande amigo que diz que eu não vou encontrar o que procuro - pois exijo em demasia -, o celular sem seu número e o facebook aberto passando por um tal ‘álbum legal' . Não entendo o sentimento, embora o sentido das coisas se refaça a cada vez que escuto seu nome. Como ontem – por exemplo, que alguém chegou e me disse que eu ando muito feliz, apesar de você. Às vezes, a distância do que me faz feliz me corrói, todavia, prefiro consciência. Talvez seja o preço por carregar o meu maior defeito e minha maior qualidade – julgadas por mim mesmo – congruentemente. Acreditar! E acreditar que sou um poeta - como um dia me dissestes - me faz querer sair desse meio – definitivamente, e me opor a qualquer ação que me leve para dentro quando minha real intenção é estar às margens. Pulei fora – eu acho.
Rubian Calixto – ao som de Chanson Triste, Carla Bruni. Mais cabível, impossível.
*se esquecer, sem nada dizer.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
No mundo da lua.
Não se sabe ao certo que lugar era aquele. Ora dava a entender que se tratava de um planeta, uma espécie de lugar desabitado, vivendo – atualmente, um fenômeno de povoação. Havia loucos – em sua totalidade. Lembro-me vagamente de uma aquarela composta por todas as cores e alguém que segurava um pincel com a ausência delas, todavia, na aquarela, tinha vermelho, amarelo e bastante azul, mas, no pincel não, tampouco na tela. Também existia música tocando o tempo inteiro. As notas passeavam de clássicos barrocos, instrumentais de compositores franceses a ritmos atemporais. Certo alguém tocava uma flauta freneticamente desconhecendo o som que se dissipava naquele lugar. Lindo mesmo era o palco em que um ‘clown’ recitava poemas de Augusto dos Anjos, permeando assim, coisas vísceras, nojentas e também complexas. Não sabia quem estava ali. Ora dominava uma voz suave, doce. Ora proferia sermões em tom ríspido e autoritário. Mas, ninguém sabia o que esse alguém queria dizer. Havia confusão no palco. Logo, presumiu-se que a presença de alguma coisa – que não se sabe o quê - girava em torno dos habitantes daquele lugar. Os questionamentos começaram a se conglomerar e junto disso, as dúvidas só aumentavam, trazendo consigo conjetura e atribuições. Quem era o dono dali? Havia um rei?
Era preciso mais que paciência, talvez até mesmo ânimo dobre onde um corpo só carregava dois pensamentos sobre determinada coisa. Disfunção – talvez. Os habitantes começaram a fazer apostas e desacreditar nas circunstâncias que os levara ali. Como haviam chegado? “Foi a aurora” – dizia um deles.
O lugar começou a receber visitas. Os sentimentos começaram a chegar. A Inveja tomou parte de tudo o que podia. O Flautista pintava melhor que o Pintor que, por sua vez, entendia de literatura e línguas das mais difíceis de ser falada. Então, fez-se as revoltas, logo depois, as discórdias e quando perceberam as brigas ocupavam o lugar. Era a Ira chegando, juntamente com a Raiva e o Ódio em sua bagagem. “O que querem aqui?” – perguntou o Clown com autoritarismo. A Ira respondeu com um olhar. “É que alguns sentimentos falam com os olhos” – disse o Ódio. E é bem verdade que os olhos falam. De repente, no planeta, um vendaval começou a se formar, a fim de ser um tornado que passaria destruindo tudo. Só havia destruição ali. E o rei, onde estava? “Todo rei precisa ser assassinado.” – disse a Raiva.
E foram em busca de um rei. “Alguém quer essa coroa?” – oferecia a Solidão segurando uma coroa cravejada de diamantes e ágatas.
Ninguém se manifestou. Pudera, o último a ter reinado foi a Falsidade. Quem garante que realmente existia poder ali?
E travaram uma guerra. Todos munidos de armas.
O Ódio apostou no amor. A Ira na Amizade. A Raiva juntou-se com o Carinho. E a Falsidade – que por pouco não luta sozinha - conseguiu apoio da Compreensão.
Bummmm!
“O tempo que passa é o tempo que me resta” – proferiu o amor em seus últimos instantes de vida.
E de longe se ouvia suaves notas sopradas com tristeza. Era o flautista lamentando a perda, a atrocidade. Ele tocava com fervor e ao mesmo tempo, alguém tomara o controle do pincel, era o Clown que escrevia em azul forte sob a tela: Se alguém vai embora, o que sobram são as memórias criadas na vida das pessoas.
Em seguida, os dois abraçaram-se e começaram a dançar ao som do silêncio no planeta que era um mundo.
Aliás, o mundo. O mundo da lua.
Rubian Calixto – em uma segunda-feira fria e triste.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
foi em 25 de Julho de 2011.
"Foi pra ser feliz!" – pensou ele ao olhar o despertador desligado. Sim, passava da hora e em pulo ele despertou. É isso que a vida nos faz, nos desperta. Desperta uma vontade soberana de acordar, de alçar vôo, de viver. Pena nem sempre ser assim.
“Alguém me trouxe saudade, aliás, alguém se tornou dono de minha saudade” – falou para si ao observar que sua camisa estava amassada e era a única que poderia usar. Abriu a gaveta, retirou o relógio, um sorriso, e o deixou cair ao lembrar, ou melhor, ao se transportar para outro dia. Era o passado, lá vinha ele assolá-lo. Lembrou de uma manhã preguiçosa em que ficar na cama seria quase que esperar o mundo acabar e nada aconteceria. Havia desejo de coisas boas - em demasia - para que algo de ruim acontecesse. E, sempre acontecia. As perguntas vinham. Ou melhor, os questionamentos. Era tudo a base do: ‘tim-tim-por-tim-tim’. E isso, ao mesmo tempo em que cansava, instigava, parecia combustível para as engrenagens funcionarem, para o barco navegar em toda aquela imensidão desconhecida que era o que estava por vir. Adiar pra quê? Isso é a vida. São esses questionamentos que nos tornam mais maduros, mais preparados e talvez até mais fragilizados para entender determinadas situações e/ou emoções. E não é que não eram?
Vermelho ou violeta, taça ou copos, carpete ou capacho, geladeira, fogão, cama, piano...
Tudo isso vai persistir.
Verdade é que ele trocou quem queria por quem precisava, ou achava que precisava, ou pensava que podia precisar ou reconhece que precisa - não se sabe. São poucas as certezas que ele deseja carregar, talvez que o céu é mesmo azul – assim como o mar e a cor do seu carro.
E sobre o fim, relacionamentos, regras, o que ele tem a dizer?
Quando chegar ao fim, talvez ele volte aqui e diga - talvez.
Rubian Calixto - dedicado.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Engraçado seria começar minha narrativa sem enfatizar o quão a vida é surpreendente. Há pouco, a vida se encarregou de me presentear com mais um não para minha coleção e – ao contrário de alguns - aprendi a sentir essa dor, todavia, isso não quer dizer que eu devo entender e sim aceitar. Prometo, hei de tentar. Pois bem, dizer que ler, ver filmes que imitam minha vida e voltar a surfar soaria um tanto informativo, contudo, a gente precisa se alimentar de alguma coisa, não é mesmo? Eu chamo isso de ‘matar meu ócio’. Sabe, fiquei deveras chateado com algumas intromissões, mas, já já o tempo leva isso para a caixa de decepções juntamente com os comentários excluídos do meu blog. Como diria uma grande amiga “ - Para todas as coisas: tempo e fé!” Continuo decidindo minha tatuagem e mamãe continua intervindo em todas as ideias possíveis. Talvez por isso eu ainda não tenha feito, ou por medo, ou melhor, por falta de grana mesmo. É, é isso. Ler coisas antigas no blog me faz refletir e repensar um pouco. Mas, infelizmente não mudou minha concepção sobre determinadas coisas, pessoas e fatos. Ainda me preocupa a falta do que fazer de algumas, essas, chegam aqui – no meu blog – e comentam como anônimo. Quer saber? Eu não me importo, todavia, gosto de preservar minha intimidade, pois, se atentarem vão perceber que não dou nome aos bois, tampouco as emoções. Por esse motivo eu excluo todo e qualquer tipo de comentário que venha mencionar outra pessoa que não eu. Mas, tudo não passa de L-I-T-E-R-A-T-U-R-A – uma de minhas grandes paixões. É preciso me olhar nos olhos ou abraçar-me pra sentir o que carrego, portanto, pare de mensurar o brilho do meu sorriso! Pode apostar que você ta sendo enganado ou me julgando da forma errada. Ainda cometo os mesmos erros e arregaço as mangas a despeito dos próximos. Que venham! Prefiro mil vezes encarar as coisas a perder tudo por medo. Li outro dia alguém dizer que dos vinte aos trinta anos, estamos aptos ao erro e que a gente pode errar o quanto quiser daí por diante a gente vai tentando consertar. Será mesmo verdade? Se for, ainda me restam infindáveis oito anos. Outrora, o que ainda é mais complicado em tudo isso é tentar esquecer essas lembranças mortas. Ou será uma memória esquecida? É incrível e impressionante como o fantasma do meu passado assola mais os outros do que a mim mesmo. Lamento. Por hora, alguém se aproximou de mim e escolheu a pior parte para tentar me conhecer. Antes de tudo – por favor, entenda: eu quero matar meu passado e infelizmente não posso fazer isso sozinho.
Mesmo com um ‘não agora’ que doeu e ta doendo eu concluo: eu ainda sei lapidar a dor.
Que sorte!
Rubian Calixto – ao som de Outra Canção Tristonha – Thiago Pethit
Mesmo com um ‘não agora’ que doeu e ta doendo eu concluo: eu ainda sei lapidar a dor.
Que sorte!
Rubian Calixto – ao som de Outra Canção Tristonha – Thiago Pethit
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Se um dia eu tiver você, veremos a aurora se aproximar juntos celebrando a solidão ruir. Ao teu lado quero ouvir – mais uma vez - as palavras do Caio Fernando Abreu proferidas por sua voz apaixonante e, - dessa vez - só pra mim. Quero te ver arrumar o cabelo frente ao espelho e fazer um sinal de positivo através do reflexo. Quero ver você de perto, compreender teus sonhos e contar da minha pressa de viver. Quero te analisar com calma e te abraçar na mesma intensidade para que haja tempo para o mundo desabar. Quero-te entre meus braços e sussurrar no teu ouvido que tudo ficará bem e que esse sou eu te protegendo da solidão. Quero colocar um nariz de palhaço a fim de te fazer abrir esse sorriso lindo e devastador que você tem e te convencer que posso ser teu Pierrot, meu Arlequim. É, eu quero. Quero passar os textos, decorar as falas e até mesmo contracenar junto. Quero cantar Pethit, Jeneci, Gadelha, Tiê e tudo o mais que ainda vamos conhecer. Quero uma balada na lua e preencher o vazio do banco do passageiro. Quero brigar pra mudar a música, tentar chegar ao cinema na hora marcada, sujar as mãos de manteiga e limpar em tua camisa. Quero brincar de águaxfogo, de substituir as palavras e de interpretar personagens. Quero ver-te segurar as taças enquanto procuro o saca-rolha. Quero te gravar CDs, presentear desconhecidos com estórias, dançar no frio da madrugada, ouvir as estrelas falarem junto a nosso silêncio e tomar vinho brindando contigo. Quero me despedir e te ligar um minuto após a partida.
Todavia, antes de tudo isso eu preciso ter você, ai sim posso te mostrar que eu não busco alguém. Desta vez, eu procuro o amor.
Rubian Calixto – dedicado.
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